quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

UM ALERTA




Errofobia 
(texto e charge de Kau Mascarenhas)

Medo irracional de fazer escolhas equivocadas, de errar e se dar mal. Leva costumeiramente à inação. Sintomas: perfeccionismo, paradeira, estagnação, pouca fluência de ideias, autocensura constante, diálogos internos bastante severos da subpersonalidade autocrítica. 
Profilaxia e Terapêutica: conviver com pessoas "sijogosas" (neologismo para definir aqueles que se jogam, que arriscam); ler filósofos como Sêneca, Epicuro e Nietzsche; estudar PNL e Coaching; arriscar mais. A ação cura o medo.
Você tem essa fobia? Conhece quem sofre desse mal? Que tal compartilhar esse alerta para sua rede?
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

AINDA SOBRE O ATAQUE AO CHARLIE HEBDO




ONDE ESTÃO OS LIMITES?
(Texto e ilustração de Kau Mascarenhas)

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“Em uma democracia, ninguém, independentemente de quão poderoso ou impotente seja, pode ter o direito de não ser insultado ou ofendido.” 
(Ronald Dworkin)
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Um grupo de cartunistas dos mais respeitados e criativos da Europa deixou este planeta de forma sangrenta em Paris na semana passada e há quem defenda a atitude dos seus assassinos.
Estranho? Não tanto. Faz algum tempo que me deparo com a postura de algumas pessoas que buscam a inversão de responsabilidade dos papéis de vítima e algoz.
Nos casos de estupro, por exemplo, até mesmo algumas mulheres se pronunciam usando argumentos como: "- Vestindo uma roupa indecente como aquela, ela só poderia mesmo atrair um tarado!".
A campanha "Eu Não Mereço Ser Estuprada" foi criada para servir como alerta e denunciar esse absurdo contra-senso. 
Estabelecer critérios distorcidos de vitimização para defender criminosos e atribuir culpa às vítimas é atitude que em mim produz grande inquietação.
Pois é. O ato terrorista contra o Jornal Charlie Hebdo em Paris, que causou indignação em praticamente todos os segmentos da sociedade no mundo inteiro, também teve seus defensores que não pertenciam a grupos extremistas. 
Sua argumentação criava um nexo de causalidade entre a postura irreverente e sarcástica das vítimas em seu trabalho e a maneira como foram mortas.
Os mais respeitáveis líderes do Islamismo vieram a publico para condenar essa ação covarde, contrária aos ideais de paz que sua religião ensina. Centenas de muçulmanos se fotografaram e incluíram a frase "not in my name" ("não em meu nome"), testemunhando em redes sociais que atitudes violentas não os representam.
Contudo, de forma curiosa, li em redes sociais manifestações que analisam o trágico acontecimento como:
"- Quem mandou mexer na religião dos outros? Bem feito para eles." 
"- A arte tem limites. Deveriam pensar duas vezes antes de criar charges desrespeitando crenças e valores alheios.”
De fato, os chargistas do Charlie Hebdo têm como alvo de suas sátiras os mais sagrados ícones. Desfilam em suas capas Jesus, Maomé, Deus, bem como personalidades políticas, em desenhos que debocham do bom senso, do politicamente correto, e que detonam valores basilares da sociedade, sustentáculos daquilo que muitos chamam de "moral e bons costumes".
Como artista nunca faria o que eles fazem e fizeram. Minha forma de provocar é outra. Mas os admiro por terem o papel de instigadores e questionadores daquilo que hoje se tem como “o certo”.
Logicamente haverá um preço a pagar quando alguém decide ir contra a maré moral.
A humanidade em todas as suas eras contou com os bobos da corte e os artistas malditos, os palhaços e os intelectuais da contramão, os loucos que representavam a voz da esculhambação e os insensatos em cujas bocas brotava a sombra humana. Eles diziam, desenhavam ou escreviam o que muitos pensavam e nunca se arvorariam a expressar.
Testavam assim os limites da tolerância da sociedade em relação ao que a mesma tinha estabelecido como pontos intocáveis. 
Esses imorais audaciosos sofreram muito por isso.
Tenho minha fé, abraço crenças e valores, e em minhas palestras, sejam elas profissionais ou espirituais, fica bastante evidente aquilo em que acredito. Isso para mim é uma defesa natural do que considero importante.
Entretanto, não preciso matar e nem mesmo calar alguém que pensa diferente ou zomba dos meus credos, sobretudo quem o faz a partir de expressões artísticas.
Se uma pessoa se identifica e se confunde com suas crenças, e crê que alguém que as ataca está pessoalmente lhe atacando, vive uma distorção de entendimento que pode gerar terríveis consequências à ética e, obviamente, à convivência.
Quem pode dizer onde estão os limites para a arte? Quem pode estabelecer o que um artista deve ou não deve fazer? Quem pode definir uma "moral" para o traço de um desenhista ou a pena de um poeta? 
E mais: quem pode dar a si mesmo o poder de dizer que o autor de algum tipo de expressão artística merece condenação à morte por causa do seu trabalho? 
Mas houve quem, historicamente, tenha se colocado nesse papel. 
Conheça as exposições de "Arte Degenerada" organizadas por Hitler na Alemanha a partir do início dos anos de 1930 e entenderá.
Seu partido disse o que se podia e o que não se podia criar em arte, o que valia e o que não valia. 
Nessas mostras "educativas" havia obras de Picasso, Kandinsky e Chagall, dentre outros, que aos olhos nazistas não mereciam ser chamadas de arte. Alguns pintores, como Felix Nussbaum, mereceram morrer por serem judeus e fazerem “arte degenerada”
A Inquisição também levou aos tribunais e calabouços, ou à fogueira, quem se expressasse de forma diferente daquela que a Igreja afiançava como piedosa e respeitosa com seus sagrados cânones. 
O pintor Domenikos Theotokopoulos, conhecido como El Greco, precisou defender suas pinceladas não muito ortodoxas ao representar as asas dos anjos ou o rosto dos santos em seus quadros. Diante de ferozes inquisidores espanhóis na Toledo no século XVI ele por pouco escapou de ser morto por heresia tamanha era a sua liberdade no jeito de pintar.
No século XVII na Bahia temos o escritor barroco Gregório de Mattos, não à toa conhecido como o “Boca do Inferno”, sofrendo com sanções e intrigas. Seus poemas satíricos e eróticos causaram escândalo e desafiaram a moral religiosa dominante. Por causa deles foi perseguido e chegou a ser exilado em Angola.
No mesmo século, em Amsterdã, o filósofo Baruch Spinoza ofendeu muitos religiosos poderosos por publicar seus livros com ideias que agrediam o pensamento vigente.
Suas reflexões materialistas, com um Deus imanente e não transcendente, foram vistas como heréticas e por isso foi alvo de uma "excomunhão" judaica, recebendo dos seus rabinos todas as maldições bíblicas e a pior das punições que era a de não poder ter contato com qualquer membro da comunidade. Isso representava ruína material e moral, encerrando-o em profunda solidão pois ninguém poderia aproximar-se dele a menos de dez passos, vender-lhe algo ou comprar algo dele, ou estabelecer com ele qualquer comunicação, vínculo afetivo ou profissional. 
Sua forma de pensar também agredia o Catolicismo e o Protestantismo. Enfim, se viu perseguido por praticamente todas as correntes de fé de onde vivia, inclusive sofrendo um atentado no qual foi agredido a facadas.
Finalmente, sem pesar, declarou: “Diante do degredo a que fui imposto e de não ter que me reportar a qualquer autoridade religiosa para expressar minhas ideias, finalmente posso me declarar um pensador livre." 
Diante de exemplos como esses eu me pergunto: é possível blindar o mundo contra ofensas? 
Se alguém se utiliza da arte e da cultura para ridicularizar minha fé eu preciso me sentir particularmente agredido? 
E, já que estamos falando de Deus e de ícones sagrados, o divino estaria se ofendendo com aquilo que dizem dele, ou desenham com ele? Deus e personalidades que considero sagradas precisam que eu os defenda atacando quem os ataca? A propósito, eles seriam "atacáveis"?
E como sou um viciado em me colocar nos lados diferentes de uma mesma questão, reflito enquanto escrevo. 
Diante de tudo isso me pergunto o quanto eu próprio me levo a sério. Será que também levo a sério demasiadamente aquilo em que acredito? 
Em algum contexto também mataria, mesmo metaforicamente, aquele que não acreditasse no mesmo que eu e que ridicularizasse o meu sagrado?
E você? O que faria?

(Receba materiais gratuitos do autor cadastrando-se emwww.pnlcursos.com.br)

Kau Mascarenhas é palestrante, escritor e ilustrador, tem formações em PNL - Programação Neurolinguística e Coaching. É sócio-diretor do PRO-SER Instituto.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LIBERDADE: QUE VIDA PODE SER CHAMADA DE VIDA SEM ELA?

Este cartum é uma homenagem do meu traço àqueles admiráveis colegas, corajosos e inquietos, que não mais tracejarão. 


(Chorei ontem e hoje vendo as matérias sobre o atentado ao Jornal Charlie Hebdo em Paris. Sinto-me particularmente atingido quando alguém pretende acabar com a liberdade na expressão artística)
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sábado, 3 de janeiro de 2015

VIDEO GRATUITO: "OS DEZ MANDAMENTOS DA AUTOESTIMA PARA UM ANO NOVO FELIZ"





Olá, amigos. Se essa mensagem chegou até você não foi por acaso.
Veja o que ela e o video aqui ofertados podem lhe proporcionar.
Sabe, eu estava pensando sobre como não apenas desejar um Feliz 2015 a você e sim contribuir para que ele realmente aconteça.
Com a intenção de ofertar algo bom de verdade, uma mini-aula para você dedicar apenas uns 15 minutos do seu tempo, fazer reflexões importantes e ter motivação para mudanças efetivas.

Então gravei esse vídeo: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz".
Como você sabe eu tenho me dedicado a estudar o Desenvolvimento
Humano, sobretudo as emoções e os comportamentos.
E uma das emoções que mais estudo e sobre a qual falo sempre é o Amor. Ele é básico para a felicidade.

Mas um amor ainda mais importante que o amor pelo outro é o amor por si mesmo, a autoestima.
E o que isso tem a ver com sucesso e felicidade na vida? Como afeta e cria um novo ciclo, um Ano Novo feliz?
Sim! Quem tem mais autoestima terá mais chances de ter um Ano Novo feliz, próspero, cheio de saúde, paz, amor e amigos.
Foi por isso que gravei esse video especialmente para você que busca mudança e crescimento.
Não se contente em conhecer esse material. Se achar que ele é interessante, encaminhe-o para sua lista pois eu estou certo de que muita gente pode se beneficiar com ideias como essa.

Quanta gente tem se dedicado apenas aos sonhos alheios?
Quanta gente vem se anulando por causa da satisfações dos outros?
Quanta gente está se largando, se abandonando e deixando de investir em seus próprios propósitos?

Datas simbólicas como a virada de ano são ótimas para o estímulo à mudança.
Por isso aproveite as ideias desse video e aja!

Clique aqui: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz"http://pnlcursos.com.br/cadastro-para-assistir-ao-video-10-mandamentos/

Ficarei muito feliz em receber seu feedback dizendo o que achou, qual dos “mandamentos” mais serviu a você, qual das “carapuças” mais se encaixou, e quais as ações imediatas que você se planejou a fazer a partir das ideias do video.
No meu curso digital PNL +Plus há um módulo específico para tratar só desse tema que é fundamental para uma vida mais plena de realizações.

Por isso quis sintetizar as ideias mais valiosas nesse video.
Lembre: Cerca de 15 minutos apenas, para receber uma ducha de impulsos que podem mudar a sua vida!
Não creia em mim, apenas coloque na prática essas ideias e note você mesmo os magníficos resultados.
Confio no seu imenso potencial e sei o quanto você já está pronto para aprender, crescer e mudar.
Aceite esse vídeo como um presente da Vida, mais um empurrãozinho para fazer esse próximo ano ser grandioso para você.

Pois quem se ama tem muito mais chances de construir uma vida feliz.
Abraço imenso com meu kaurinho de sempre!

Kau Mascarenhas

Clique aqui: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz"http://pnlcursos.com.br/cadastro-para-assistir-ao-video-10-mandamentos/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

POR UM MOMENTO...








ASAS NO CORAÇÃO
(Texto de Kau Mascarenhas)

Eu sei que os pombos são "ratos com asas", são vistos como praga, espalham doenças etc. mas em Veneza brinquei com eles.
Com saquinhos de milho eu os atraí e me diverti. Há sete anos...
Hoje, numa faxina digital, vasculhei arquivos antigos com a intenção de liberar espaço num pen drive e me deparei com esse momento. As fotos nos esnobam porque conseguem congelar os instantes que nossa neurofisiologia esqueceu.
Como teria sido minha vida sem aquele prazer?
E como seria a Praça de São Marcos sem eles? Sem essa poesia volitando em seu céu, ou brincando em seu chão? 
Ali eu era um menino e ele venceu o adulto que me dizia: "são sujos".
A criança na alma desafiava: "e daí?"
Perdeu o limpo, o certo, o adequado.
Venceu o bobo, o feliz, o encantado.
Eu me permiti o mergulho.
Estava sem barba e, igualmente, com menos juízo. Excelente!
Ver-me com essas asas todas nos braços serve para lembrar-me do quanto gosto de voar, apesar dos riscos.
Apaixonar-me, por exemplo, é voar. E é bom.
Pois ficar somente no chão, que é lugar seguro, em algum instante entedia e empobrece.
E assim entendo os das alturas, os que se lançam e os que escalam. Paraquedistas e alpinistas. 
Entendo também os mergulhadores, os saltadores - corajosos e insanos que se jogam.
São todos "sijogosos" e têm muito o que ensinar.
Esse Kau aí das fotos, separado do Kau de agora por sete anos, me diz muita coisa.
Que consiga ouvi-lo.
Pois um dia nos adultificamos e os pombos saem dos braços.
Que nunca saiam do coração.

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Fotos: Sergio Romanelli / Veneza.

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Como anda o seu nível de sijogosidade? Você tem se jogado? Tem se lançado?
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

APRENDIZADO




Rua é Escola: Para quem tem Ouvidos de Ouvir e Sentidos de Sentir

(Texto poético de Kau Mascarenhas)



De onde brotava aquela voz admirável?
No burburinho da avenida um homem cantava e me aquecia o coração.
Era um pássaro sem asas. Um homem sem braços e com imensa sensibilidade.
Num buscador de sentido como eu, comoção inevitável. 
Ele não podia segurar o microfone mas sua arte me tocava, me agarrava.
Questões, reflexão. Seria carinho na alma ou empurrão?
Meus olhos diziam que aquilo era de verdade.
Uma coisa dentro de mim então gritava:
"Se ele não tem braços e canta, o que você pode fazer e não está fazendo?"
Sem resposta em mim. Apenas aquela voz que me chegava, e me cegava. 
Não ouvia mais nada. Nem via mais nada. Nem céu nem chão. 
Nada além daquela arte ali na rua impensável, competindo com os ecos da cidade.
Parei. Nada mais me merecia além daquele show estupendo.
E vinha rock, e depois balada, e a seguir um pop adorável.
Eu poderia dançar, fazer baile naquele chão.
Mas ele não. Aquela voz que não tinha braços, também não tinha pernas. Verdade!
O dinheiro que plantei em seu chapéu, qualquer que fosse, não pagaria
a inspiração que me germinou na alma. Inesgotável.
Sem braços, sem pernas, e tão forte. Só vendo.
Tão mestre sem querer, dando aula de vida no calçadão. 
Pensei em braços e pernas da mente. Em poder. Amplidão. Imensidade.
E ali não foi só um cantar banal numa rua qualquer. Ou qualquer tarde.
Foi mudança. 
Uma ave ferida me deu novas forças, e me senti renascendo.

(Dedicado a você e a sua esposa, Marcos Rossi. Sua arte e sua atitude dando um show de humanidade ali, em plena Av. Paulista, em mim fizeram diferença)

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https://m.youtube.com/watch?v=LIzbNEyJB-E

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O QUE DÓI MAIS?





Dor de Sentir e de Calar Emoções 
(Texto e desenho de Kau Mascarenhas)

Não expressar o que sinto seria uma escolha infeliz. Há quem compare o silêncio dos sentimentos com um nó na garganta. Na minha ele é uma corda inteira que aperta o pescoço por fora e entala por dentro.
Tente imaginar-se engolindo um pedaço de corda com todos os seus fiapinhos ferinos enquanto outra parte dela lhe engravata e sufoca.
Exagero? Não, não. Metáfora eloquente.
Sobretudo quando se trata de raiva, tristeza e medo, três emoções básicas do pacote "ser gente”.
Se como humanos vivemos em linguagem e somos mergulhados cem por cento em afetos, sentir essas coisas já é dor e não expressar seria voluntariamente sofrer.
Ou seja torturar-me, animalizar-me ou até deixar de viver.

Torturo-me quando não digo da raiva que sinto. Isso não significa gritar com o outro para desentalar. Posso falar com outro alguém sobre minhas emoções, seja em sessão terapêutica ou na mesa de um bar. Amigos são normalmente ótimos ouvintes. Creio que é o mínimo que espero de um. E quando não dá pra alugar ouvidos camaradas, nem sempre disponíveis, vamos ao divã. A voz do outro tecendo sua própria mirada sobre o que acontece comigo, me empresta novas percepções. E assim, talvez a raiva saia e seja vista, e com ela fora de mim, posso manter mais facilmente alguma sanidade.
Elza Soares diz que "canta para não enlouquecer".
Eu falo, escrevo e desenho para me observar enquanto deixo a mudança acontecer.

Eu me animalizaria se não falasse da minha tristeza. Os bichos nascem prisioneiros dos instintos. Não podem mudar, nem escolhem fazer diferente. Infelizes? Não. Difícil seria encontrar um hipopótamo arrependido no final de sua vida por alguma decisão tomada. Já o humano... ah, o humano! Esse sofre pelo que fez e pelo que não fez, ou alegra-se por isso, se arrepende pelo que disse e pelo que não disse, ou se parabeniza justo por causa disso. Uma barata não se arrepende de falar sua tristeza após te-la sentido. Já que tem sangue de barata, isso ajuda. Mas nós não temos. Falar da tristeza é risco, mas eu a comunico, em meus riscos e poemas.
Cecilia Meireles, sábia, diz "não sou alegre nem sou triste, sou poeta". Curioso... comigo funciona de outro jeito. Compor, escrever poemas, desenhar, falar faz-me ser um oceano quando alegre. E um Saara quando triste. Sou alegre e triste, e sou repleto de tudo quanto é afeto.
Choro e expresso para não me sentir inseto.

Eu morreria se não mostrasse meus medos. Já disseram que coragem está longe de ser ausência de medo. Trata-se de enfrenta-lo, encara-lo.
O medo do julgamento muitas vezes nos faz desistir da virtude, do amor e da paz. Não vendo o medo do novo desistiria de jogar-me na estrada pensando que escolhi ficar. Esquecendo meu medo de ser julgado não escreveria achando que me faltou inspiração. Desconsiderando o medo de amar ficaria sozinho pensando que apenas busco recolhimento. Não notando minhas sombras por medo de sua feiura navegaria por águas rasas de mim mesmo. Mas não observando o medo da minha própria luz, contemplaria somente minha escuridão, o que seria disfarce de humilde autoconhecimento.
E sem me jogar ao novo, sem expressar e sem amar, sem sombra e sem luz, não seria quem sou. Sem mostrar o medo, a raiva ou a tristeza não seria sequer gente. O medo de sentir, e de dizer-me sentindo, me entala e sufoca, e enfim pode me matar.
Lennon era gênio e dizia ter "medo desse negócio de ser normal”, quando o mais normal para quem quer ser normal é ter medo de ser diferente. Cansa e dói enquadrar e enquadrar-se, adequar e adequar-se, fingir não sentir ou calar o que se sente.
É viver mentindo.
Portanto sigo dizendo o que sinto para simplesmente continuar existindo.

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E para você, qual a dor maior? A de expressar ou a de calar?
Que parte mais lhe tocou nesse texto? Abraços com kaurinho!

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Quer conhecer as video-aulas de Kau?
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(Kau Mascarenhas é palestrante empresarial, tem formações completas em PNL - programação neurolinguística, Coaching Ontológico. É ilustrador e escritor. Diretor do Pro-Ser Instituto.)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SENTIMENTOS QUE CHEGAM DE GALERA



Começa a sua semana e aqui segue um presente: texto poético e desenho saídos do forno. Abraços com kaurinho!

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Com quem chega o Amor?
(texto poético e ilustração de Kau Mascarenhas)

Amor nao é emoção sozinha. Você já se deu conta disso?
Sempre vem acompanhado de amigos, outros sentimentos, outras sensações.
Talvez sem afetos agregados o Amor nem seja.
Ele chega de turma mesmo, para me pegar indefeso, encostar-me na parede e fazer seu bullying. Não tem jeito, é assim que acontece.
Tonto quem se acha preparado quando essa turma aparece.

Ensolarado com a Esperança, o Amor vem vibrante, carregado de futuros possíveis, tão felizes quanto incertos, já que não é ele o senhor do destino.
Faz-me menino.
E sonho com castelos nas nuvens, encorajo-me a enfrentar dragões. E torno-me herói das histórias que ainda não são. E torno-me vítima só para ser salvo igualmente.
Porque me dando corda para sonhar acordado o Amor me faz frágil e até inocente.

De braços dados com a Angústia ele traz também a Dúvida. Quem tem certezas quando ama? Angustiado, não sei se vou por aqui ou por ali. Qual o melhor caminho? O do roteiro traçado ou justo o que desprezei? Fico ou vou? Em qual paisagem eu seria mais feliz?
O Amor é hábil em gritar questões e silenciar respostas.
E me fazendo abrir mão de verdades deixa-me sem o chão das convicções. Ele me diz “se vire, decida", e me dá as costas.

E quando é par da Paixão? Aí ele chega mais tenaz. Faz-me olhar para o vazio e ver um rosto, ouvir o sussurro amado no silêncio, sentir aquele aroma numa brisa sem perfume, e na minha pele de hoje um beijo que só havia no ontem. Com essa amiga o Amor me tira do chão e me faz vulnerável. Tal qual uma droga me subverte a percepção dando-me as forças que não tenho, para ser quem não sou e fazer o que não posso.
E assim, apaixonado, me ponho a transformar tudo o que é meu em nosso.

E quando a Saudade com o Amor se alia, esse Amor que já não é, enevoa-se com a Tristeza e mistura-se com outros amigos tantos. Vem com o Arrependimento das bobas entregas mas com a Gratidão de cada delícia nelas vivida. Maturidade também chega. Impossível não aprender com as memórias do Amor que bateu asas. Ele veio, se foi, porém legou ausência cheia de sabores. O Amor-Saudade é também companheiro do Medo e da Dor de lá atrás ter sido adorado, e amanhã ser qualquer um.
Ah... e vem esse suspiro que é só saudoso, não é de queixa, mágoa corriqueira tão comum.
Pois é melhor ter muito amado, e ter sido amado, que não ter tido amor algum.

***

Qual o companheiro do seu amor? Que parte mais lhe tocou nesse texto? Abraços!
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A RAZÃO DO MEU SORRISO?




Você é uma pessoa "Apesar de" ou "Por Causa de"?


(texto de Kau Mascarenhas)


Começo a semana sabendo que a Dilma terá mais quatro anos no poder e que o meu time está descendo a ladeira da Segundona. E você deve estar questionando o porquê do meu sorriso. Poderia listar mil motivos mas pode ser que, simplesmente, o fato de escolher ser uma pessoa "Apesar de" seja o bastante para explicar. Pessoas "Apesar de" costumam pensar que as situações por si mesmas não podem ser justificativas para o binômio Felicidade/Infelicidade. Ser mais senhor dos meus estados me dá a possibilidade de escolher como reagir diante das situações e não de ser condicionado por elas o tempo inteiro. Apesar de não viver exatamente como gostaria, apesar de não ter todos os meus desejos concretizados, apesar de não ter tudo o que gostaria e de não estar ao lado de todas as pessoas que são importantes para mim, eu continuo vivendo, aprendendo e mudando. Procuro tirar de cada instante o seu sabor, e igualmente o seu impulso de crescimento. E por isso, hoje, sorrio.
As pessoas "Por Causa de" costumam viver dizendo que estão descontentes e desenergizadas por causa do marido, da esposa, da sogra, dos pais, do governo, do chefe, do trabalho... enfim, sempre colocam externamente os motivos pela forma como se sentem e como vivem. 
Ah, claro, também já tive os meus momentos "Por Causa de". Quem não os teve? 
E, é obvio, quando assim estive segui a filosofia do famoso personagem Homer Simpson que nos afirma "a culpa é minha - eu a ponho em quem eu quiser."
Se eu observar os problemas como coisas de fora nunca me sentirei capaz de resolve-los. 
Prefiro, portanto, lembrar que filósofos de épocas muito diferentes da história do pensamento, de Sêneca, na Roma antiga, a Sartre, existencialista francês contemporâneo, costumavam ensinar que "o mais importante não é o que o mundo faz conosco mas o que fazemos com o que o mundo faz conosco". 
A PNL - Programação Neurolinguística, minha principal ferramenta de trabalho corrobora dizendo que "o mais importante não é o fato e sim o que fazemos com o fato".
Quem sabe já chegou o momento de você também pensar diferente e fazer com que seu sorriso seja mais relacionado com suas deliberações, com sua forma de entender a vida, do que com as coisas do mundo. Assim, na próxima manhã você terá mais chances de acordar e sorrir também. Nenhuma garantia, apenas uma probabilidade maior. 
Se assim quiser, obviamente. 
Abraços com kaurinho e meu desejo de excelente semana apesar de... 

(Kau Mascarenhas)
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domingo, 19 de outubro de 2014

KAU NO CONGRESSO CBTD: O QUE FAZ UM PALESTRANTE DE SUCESSO?



É possível aprender a falar em público com excelência? Kau Mascarenhas falará sobre Segredos de Palestrante no CBTD - Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento. Um dos maiores e mais importantes eventos da área em nosso país! De 25 a 28 de novembro em Santos - SP.



Palestrando: O Sucesso Além das Palavras

(Artigo de Kau Mascarenhas sobre seu tema no CBTD)

Palestrantes excelentes no universo corporativo, sobretudo os que se especializaram em temas voltados ao desenvolvimento humano, têm-se destacado como profissionais muito bem remunerados e com fama semelhante à das celebridades do show business.

Quais seriam seus segredos que fazem a diferença, permitindo que nessa área recebam honorários semelhantes aos cachês de grandes artistas?

Por que alguns com igual nível de conhecimento, mesmos títulos, e com grande experiência não crescem nesse segmento, enquanto outros lotam auditórios e têm suas agendas absurdamente repletas de convites?

O segredo pode estar em sua comunicação, mas não especificamente nas suas palavras.

Expliquemos.

Apesar de ser um segmento dentro da atividade de falar em público, fazer palestras difere de dar aulas e de facilitar grupos, sendo uma atividade que exige o desenvolvimento de habilidades bastante específicas. Além de um palestrante ser notável pela comunicação verbal - que diz respeito ao conteúdo bem embasado e a uma boa estrutura - é imprescindível ter excelência em comunicação não verbal, que abrange aspectos relacionados com linguagem corporal e qualidades vocais.

Muitos entendem que o sucesso de alguém capaz de mesmerizar uma plateia deixando todos absolutamente ligados naquilo que está sendo dito, resulta de um poder subjetivo que normalmente recebe o nome de carisma.

A Programação Neurolinguística (PNL),- uma abordagem que trata da busca por excelência e sucesso surgida nos anos de 1970 nos Estados Unidos, nos traz a visão de que é possível reconhecer e modelar os padrões de comportamento, inclusive pensamentos e estados emocionais, de alguém que obtém grandes resultados. Assim, em outras palavras, até mesmo o carisma poderia ser ensinado e aprendido, a partir da observação criteriosa do modelo de excelência com a utilização de um método específico.

Existe, portanto, uma legítima possibilidade de reconhecer quais são os principais aspectos verbais e não verbais dos grandes nomes da oratória, aqueles que realmente se destacam, e quais as competências e comportamentos que estão a serviço do seu sucesso no palco, para podermos aprender e fazer parecido.

É importante lembrar que para a PNL o processo de modelagem não deve ser confundido com uma espécie de imitação, uma mera clonagem de jeitos e formas que poderia fazer alguém se descaracterizar ou se despersonalizar para conseguir o mesmo sucesso de outra pessoa. Não se trata meramente de tornar-se o outro para obter os resultados do outro.

A ideia é muito mais próxima à de um aprendizado com o modelo que serviu de referência, reconhecendo e adaptando seus padrões ao modus operandi do aprendiz, utilizando-os num fino ajuste com aquilo que ele já possui.

Comumente esses padrões não são conscientes para quem os tem. Quando falam sobre seu sucesso alguns simplesmente dizem eu vou lá e faço.

Entretanto, para quem observa um grande palestrante com olhos de modelagem, é possível perceber os padrões que repete, tais como o uso do repertório expressivo da face de um jeito especial, ou suas idiossincrasias em movimentos de braços e mãos, e até mesmo sua forma peculiar de lançar o olhar para a audiência.

Extraindo de grandes oradores alguns de seus padrões, podemos citar aqui alguns que se mostram efetivos nesses quesitos e que, para muitos, trarão resultados importantes.

Uma dica para a eficaz transmissão de confiança através do rosto é nunca estar de boca aberta caso ela não esteja sendo, naquele momento, usada para a fala. Quem fica com o maxilar caído e os lábios separados sem emitir sons é normalmente visto como bobo e não atrairá para si o olhar interessado da plateia.

Sobre os movimentos de braços e de mãos, eles devem atestar, confirmar, o que está sendo dito. E sempre que as mãos não estiverem cumprindo esse papel, a melhor posição para elas é ficar tranquilamente apoiadas uma na outra, com os antebraços paralelos ao chão.

Mãos escondidas nos bolsos ou atrás do corpo, ou ainda apertando-se nervosamente, bem como braços cruzados enquanto a fala acontece, são comportamentos que transmitem uma série de mensagens não verbais que desmerecem o processo de comunicação e dificultam a conexão do palestrante com sua audiência. Uma dessas mensagens é a de insegurança.

A respeito dos olhares, há algumas décadas certa dica foi ensinada aos conferencistas tensos para ajudá-los em sua tarefa: olhe acima da linha das cabeças, evitando cruzar seu olhar com os olhos do seu público.

Atualmente esse é um conselho considerado bastante equivocado.

Há quem perceba nos melhores palestrantes exatamente o contrário dessa orientação, ou seja, eles usam uma técnica chamada mirada dos três segundos. Trata-se de um tempo mínimo para se olhar exatamente nos olhos de pessoas-chaves da audiência, tempo suficiente para fazerem com que se sintam a eles conectadas. É possível escolher essas pessoas-chaves situando-as nos quatro quadrantes da plateia, e assim ao se olhar para uma delas as que ficam ao seu redor se sentem olhadas também.

Dessa maneira se pode efetivar um contato com todo o público e o rapport entre palestrante e espectadores fica garantido.

Muito se pode dizer acerca do poder não verbal que os grandes palestrantes possuem, e é importante lembrar que há pressupostos básicos regendo sua comunicação. Vejamos:

É impossível não comunicar - Sempre transmitiremos algo para quem nos observa, mesmo que estejamos em silêncio. Levando esse conceito às últimas consequências, podemos dizer que até mesmo nossa ausência acabará comunicando algo àqueles que nos esperavam. Já que não receberam qualquer aviso antes, explicando nossa falta, o nosso lugar vazio pode significar que demos pouca importância ao convite ou até mesmo que algo inesperado e ruim pode ter acontecido. Igualmente será impossível não influenciar. Isso é um importante aspecto para ser lembrado por palestrantes antes, durante e depois da sua apresentação no palco. E abrange de toda a expressão do seu corpo à roupa que veste.

Comunicação não é intenção e sim resultado - Aquilo que um comunicador tem como desejo nem sempre é o que se torna manifesto através da sua expressão. E a comunicação não será aquilo que ficou apenas em sua mente mas o que de verdade foi captado, percebido, compreendido pela sua audiência. Seria lamentável um palestrante abrigar em sua mente a crença: as plateias não me compreendem, são formadas por pessoas com pouca capacidade cognitiva. É muito melhor que se prepare, conheça bem o seu público, para que seu trabalho o alcance. Há, por exemplo, os que falam de forma muito difícil e consideram essa erudição uma espécie de vantagem, pois entendem sua audiência como uma ameaça a ser vencida. Excesso de intelectualidade poderia ser, para eles, um instrumento de sedução ou de domínio mas muitas vezes acaba apenas produzindo distanciamento. Nietzsche tinha um aforismo com oportuna metáfora para pessoas que pensam assim: são águas que se turvam para parecerem mais profundas.

A responsabilidade pertence 100% a quem quer comunicar - Se meu intento é que o conteúdo que tenho seja adequadamente recebido então será valioso que eu assuma toda a responsabilidade pela comunicação. Assim, em vez de dizer essa audiência não está me entendendo posso ressignificar o fato e reconstruir a forma de pensamento, alterando-a para o que posso fazer para que o tema chegue a esse público da melhor maneira possível?.

Sai-se, portanto, do você não me entendeu para o não me fiz entender, por isso falarei de outra maneira. Isso faz com que, dentro da ótica da PNL, a ideia vigente não seja a de que há muitos problemas de aprendizagem. Há muito mais problemas de ensinagem. Imagine alguém que diz: Deve haver uma dificuldade aí nessa porta, pois a minha chave, não consegue abri-la. Melhor seria: Preciso encontrar outra chave pois a minha não consegue abrir essa porta. O problema está em minhas mãos.

O certo é que os palestrantes de sucesso, aqueles cujos trabalhos em oratória ficam marcados em nossas mentes, têm um real poder hipnótico - nato ou construído - na forma não verbal de comunicar.

Na prática, por modelagem, o seu talento e a sua expertise podem ser pesquisados e compreendidos para servir como referência.

Essa importante competência pode ser aprendida. Longe de ser apenas uma bênção destinada a poucos sortudos que já nascem assim, ela pode ser moldada com base em referências: os padrões de excelência de modelos altamente eficazes em seus processos de comunicação.

O primeiro passo para quem quer melhorar na atividade de palestrar pode ser a busca de referências em pessoas que já têm sucesso nessa área. A observação criteriosa do que faz essas pessoas serem tão boas, de cada aspecto das suas qualidades vocais, expressões e movimentos é algo importantíssimo.

E um dos pontos que mais se destacam é a sua congruência.

Grandes palestrantes têm um maravilhoso alinhamento entre pensamento, palavra e ação. Tudo parece ajustado com seus valores e com o conteúdo que querem transmitir.

Coerência é uma das chaves da eficácia da maioria desses casos.

Parecem concretizar na prática o ensinamento do pensador americano Ralph Waldo Emerson, que alertava no século XIX sobre o funcionamento da mente daqueles que interagem conosco: "Aquilo que você é grita tão alto aos meus olhos, que não consigo ouvir o que você diz".

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Kau Mascarenhas é palestrante empresarial, escritor, sócio-diretor do ProSer Instituto e tem formações em Coaching e em PNL. Atende organizações de todo o país. É autor do livro Mudando para Melhor e do curso digital PNLPLUS. Saiba mais: www.pnlcursos.com.br

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SOBRE AMOR E COMUNICAÇÃO





Coração tem Boca

(texto poético e ilustração de Kau Mascarenhas)

Relações dependem da linguagem. Escorregadia, inconstante, libertina.
Em vez de pedir ao outro que pressuponha o seu amor, comunique-o.
Que tal deixar a pérola da palavra sair da concha? 
O silêncio pode ser um quarto seguro no qual seu coração se instalou acomodado.
Mostre-se e seja, com a sua vontade mais potente, sábia, heroína.
É uma pena quando o amor não sai, não se faz comunicado.
Para lindas histórias o Sol não nasce de novo em razão de carinhos não paridos.
Mas ainda é tempo: sinta e diga. Retire já essa mordaça assassina.
Declare-se sempre. Na fala, no texto, no gesto, no grito.
A vida é do jeito que é, e o sentimento que uma vez se expressou ainda precisa ser demonstrado. 
Se a rega da flor for somente num dia, ela se amofina.
E há corações que murcham por um "eu te amo" não dito.
Basta sair do Eu e cair na estrada do Nós para encontrarmos crenças e enganos:

Para quê a declaração se o tempo bobo da paixão já foi escoado?
Para quê o carinho em novas palavras se tanto testemunho já foi escrito?
Para quê a doçura dos primeiros tempos se já nos conquistamos de forma genuína?

Talvez a fala amorosa exista para que o carinho deixe de ser obrigação e se torne de novo delícia.
Quem sabe até a declaração não sirva mesmo para nada? Não precise de para quê, e valha por si.
E depois da paixão, que venha o amor também em palavra e carícia.
E depois desse amor, que não se eternize uma seca e muda rotina. 
Como somos seres mergulhados em definições, um sinônimo de sentimento não dito é sentimento maldito. 
Porque há laços que se desfazem por declarações não feitas. O silêncio é ave de rapina. 
Enfim, um portal do coração pode ser o ouvido. 
E se a ideia "Deus é Amor” faz sentido...
…a boca tão humana delatando o coração, renova a conexão, reconstrói o sentimento, e assim se faz divina. 

A propósito, você já disse “eu te amo” hoje? 

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Amigos, farei um webnário (seminário pela internet) com o tema: “Excelência na Comunicação e Sucesso nos Relacionamentos”. Você está convidado(a)! Basta se cadastrar em www.pnlcursos.com.br/cadastro e depois enviaremos o link, bem como vários materiais gratuitos. 
Vamos falar de Amor, Vida a Dois, enfim, comunicação nos âmbitos pessoal e profissional. Que tal?
Gostaria de sugerir algum ponto em especial que mais lhe interessa dentro do tema? Pode dizer para nós aqui. Abraços com kaurinho!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RELACIONAMENTO: MAREMOTO OU CALMARIA?



Como está o mar do seu amor?
(Texto e ilustrações de Kau Mascarenhas)


Cada ser humano é único, uma individualidade encantadora por ser singular. 
E o coração de uma pessoa é totalmente diferente dos corações existentes ao seu redor, inclusive o do seu par amoroso.
Aquilo que vale para um pode não valer para o outro.
Os meus pais para mim foram sempre um exemplo de como pessoas muito diferentes podiam estar juntas. Ele, hiper tímido e quieto, ela absolutamente elétrica e vivaz. 
Na comunicação do meu pai, entretanto, havia às vezes algumas explosões emocionais quando eventualmente brotavam discussões. E para ela a forma de lidar com as confusões era apaziguar, contemporizar, acalmar e acolher.
E o que eu aprendi com eles? Amor também se demostra com respeito.
Há diferenças cruciais na forma como se entendem as maneiras de ser feliz e eles não consideravam diferenças como defeitos.
E por isso os maremotos não precisavam durar muito tempo.
No âmbito dos relacionamentos é impressionante a pluralidade de compreensão do que é uma vida a dois satisfatória ou plena. 
Já estive em contato com pessoas que adoram viver de forma tranqüila às suas relações, enquanto outras gostam de um certo agito. Para elas, tumultos são bem-vindos. 
Há aqueles que dizem gostar de uma forma de se relacionar mais suave e não entendem porque se envolvem em complicações constantes, brigas, discussões. 
Normalmente quando algo se perpetua, se mantém indefinidamente mesmo sendo considerado ruim, cabe fazer uma pergunta: quais os benefícios (ganhos) que você tem quando permite que isso ainda ocorra? Normalmente são ganho inconscientes. 
Subpersonalidades nossas, lá na sombra de nossa alma, ainda acreditam que haveria perdas com a mudança e não estão dispostas a arriscar. 
Há crenças que vigoram na vida infeliz de certos casais como "ruim com ele, pior sem ele", ou "melhor não trocar o certo pelo duvidoso", e ainda "já estamos juntos há tanto tempo, não há como mudar." 
Trazer essas convicções à consciência pode representar o primeiro passo. 
Lembre sempre: uma crença é muito hábil em assumir o disfarce de verdade. Flexibilizá-las será fundamental para mudar essa realidade e buscar uma convivência mais feliz para ambos.
Mudar uma crença é um grande passo para a mudança de um comportamento.
Será fantástico quando os dois se comprometerem a construir uma relação feliz em vez de apenas querer ter a razão. 
Sempre recordarei do quanto era bonito ver meus pais depois de uma discussão sentarem juntos no sofá e conversar de mãos dadas. Queriam de verdade se entender e não vencer o debate.
Logo após percebia os dois abraçados vendo a novela sorrindo.
Provavelmente você, assim como eu, sabe o quanto é doloroso viver ao lado de alguém que só tem certezas e não abre mão delas. 
É bom observar também que maremotos, violentos à primeira vista, podem ser importantes para fazer surgir algo oculto. 
Inocentes calmarias, por sua vez podem ocultar corações sangrando em silêncio.
As relações acabam sendo um oceano que se transforma o tempo todo com o dinamismo das marés, dos ventos… Aproveitemos cada uma de suas manifestações.
E será decisivo que no barco os dois remem em absoluta sintonia, e no melhor ritmo para ambos.

(Em breve um novo webnário com Kau Mascarenhas sobre Relacionamentos. Quer saber mais? Entre na página www.pnlcursos.com.br e digite seu email em "Quero Receber" para acompanhar sempre nossos materiais gratuitos)