quinta-feira, 5 de março de 2015

VOCÊ É UM CONSTRUTOR DO FUTURO!

O futuro não pode ser deixado ao sabor do acaso. "Deixar a vida me levar" é algo bonitinho apenas em canções do Pagodinho e do Skank, mas para uma vida boa é fundamental que acreditemos na construção do futuro e a façamos com pensamentos, escolhas e ações diárias. No âmbito macro da política por exemplo, podemos nos movimentar e dizer não aos absurdos nos quais o país está mergulhado. Na dimensão individual, façamos em mente e coração, deliberações que nos levem a uma existência mais plena de sucesso e de felicidade. Isso envolve saúde, relacionamentos, carreira, vida-a-dois, enfim, todas as instâncias que fazem parte da nossa humanidade. Você pode. Esse é o símbolo que criei para os Construtores do Futuro. No evento de hoje à noite (I Encontro de Construção do Futuro) lançarei essa ideia. Está mais que na hora de termos as rédeas do nosso destino em nossas mãos! 
(Kau Mascarenhas)
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I ENCONTRO DE CONSTRUÇÃO DO FUTURO!
Lembre: o evento é gratuito mas sua vaga precisa ser garantida por telefone ou email. Garanta a sua já!
Fone: (71) 3347-3939
Email: adm@proserinstituto.com.br


terça-feira, 3 de março de 2015

Evento Gratuito: I ENCONTRO DE CONSTRUÇÃO DO FUTURO



O Pro-Ser Instituto tem a honra de convidar você para um momento transformador nesta quinta-feira próxima, dia 05/03!
Trata-se do nosso evento cultural gratuito:
I Encontro de Construção do Futuro.

Inscreva-se já: (71) 3347-3939. Vagas limitadas.

Você quer que sua vida seja mais plena, com mais sucesso e felicidade? Então é importante saber que seus pensamentos podem concretizar realidades!
Carreira bem sucedida, harmonia nos relacionamentos e mais saúde podem ser decorrentes do que criamos com mente e emoções.
Esse evento aberto trará palestras e números artísticos bem como instantes de reflexão e mentalização.
Confira as atividades e os convidados desta primeira edição:

Kau Mascarenhas - palestrante e escritor, fará a palestra “Construindo o Seu Futuro Predileto: A Vida nos Dá Aquilo que Merecemos ou Aquilo em que Acreditamos?”, tratando do poder das crenças na construção do nosso destino. Também fará uma visualização criativa com o público para a mentalização do Futuro Predileto que começa quando vivemos plenamente o tempo presente.

Levi Lima - cantor e compositor, vocal da Banda Jammil, traz para o evento sua palestra-depoimento “Como Construí Minha História com a Mente”. O jovem artista baiano compartilhará importantes revelações sobre sua trajetória e sobre como podemos fazer com que elementos sabotadores internos desapareçam para que tenhamos uma vida mais feliz.

Leonardo Clement - médico e palestrante, com a palestra “Qual Caminho Escolher?”, tratando de transformação e motivação a partir de nossas deliberações. Abordará o quanto nossas decisões interferem no que criamos para nossas vidas nos âmbitos da saúde, da carreira e dos relacionamentos.

Cássia Aguiar nos brindará com números artistícos. A cantora baiana apresentará canções que nos enchem de ânimo e força para encontrar a energia e a motivação de que necessitamos. Cássia se notabiliza pela voz cheia de personalidade e pela escolha de um repertório rico e inspirador. Hipnotiza o público com seu carisma e sua espiritualidade.

Esteja conosco!
Onde: Teatro SESC, Casa do Comércio: Av. Tancredo Neves, Salvador – BA.
Quando: Dia 05 de março de 2015, às 19:30 (sugerimos a chegada com pelo menos 30 minutos de antecedência)
Evento gratuito de caráter cultural e de responsabilidade social - aceitamos leite em pó na entrada, em qualquer quantidade. As doações serão destinadas a uma instituição que apoia crianças.
Informações e Inscrições: Pro-Ser Instituto, telefone (71) 3347-3939, ou por email: adm@proserinstituto.com.br

O evento faz parte das atividades do Pro-Ser que antecedem o seu Curso Básico de PNL - Programação Neurolinguística.

Obs.:  Vagas limitadas. Antecipe a sua inscrição, e no dia do evento chegue pelo menos com meia hora de antecedência.

“Dentro da pequena semente há o enorme carvalho. Dentro do ser humano ainda bebê, tão frágil, há um gigante adormecido. 
Cada ser humano é verdadeiramente, uma promessa”.
(Kau Mascarenhas









segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PNL: EXCELÊNCIA NOS RELACIONAMENTOS E SUCESSO



Mude sua vida, transformando seus relacionamentos! Confira o video de Kau Mascarenhas com algumas sacadas fantásticas de PNL clicando em: 
https://www.youtube.com/watch?v=ek-v6ZWsoLg
Informações e inscrições para palestras gratuitas e cursos: 
(71) 3347-3939
adm@proserinstituto.com.br
Uma das maiores dificuldades dos seres humanos no que diz respeito à convivência tem a ver com problemas de comunicação. É muito comum se dizer uma coisa e o outro entender de forma totalmente diferente. A PNL pode ajudar muito nos âmbitos pessoal e profissional para a excelência nas linguagens verbal e não-verbal. Saiba como fazer para obter maior poder de expressão e influência, e consequentemente aumentar o seu sucesso nos relacionamentos, com repercussões fantásticas nas dimensões pessoal, familiar e do trabalho. Aprenda vendo o mais novo video de Kau Mascarenhas que fala sobre a PNL e seu curso presencial:
Clique aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=ek-v6ZWsoLg
Informações e inscrições nas palestras gratuitas e cursos:
(71) 3347-3939
adm@proserinstituto.com.br

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

UM ALERTA




Errofobia 
(texto e charge de Kau Mascarenhas)

Medo irracional de fazer escolhas equivocadas, de errar e se dar mal. Leva costumeiramente à inação. Sintomas: perfeccionismo, paradeira, estagnação, pouca fluência de ideias, autocensura constante, diálogos internos bastante severos da subpersonalidade autocrítica. 
Profilaxia e Terapêutica: conviver com pessoas "sijogosas" (neologismo para definir aqueles que se jogam, que arriscam); ler filósofos como Sêneca, Epicuro e Nietzsche; estudar PNL e Coaching; arriscar mais. A ação cura o medo.
Você tem essa fobia? Conhece quem sofre desse mal? Que tal compartilhar esse alerta para sua rede?
Conheça mais: www.pnlcursos.com.br

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

AINDA SOBRE O ATAQUE AO CHARLIE HEBDO




ONDE ESTÃO OS LIMITES?
(Texto e ilustração de Kau Mascarenhas)

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“Em uma democracia, ninguém, independentemente de quão poderoso ou impotente seja, pode ter o direito de não ser insultado ou ofendido.” 
(Ronald Dworkin)
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Um grupo de cartunistas dos mais respeitados e criativos da Europa deixou este planeta de forma sangrenta em Paris na semana passada e há quem defenda a atitude dos seus assassinos.
Estranho? Não tanto. Faz algum tempo que me deparo com a postura de algumas pessoas que buscam a inversão de responsabilidade dos papéis de vítima e algoz.
Nos casos de estupro, por exemplo, até mesmo algumas mulheres se pronunciam usando argumentos como: "- Vestindo uma roupa indecente como aquela, ela só poderia mesmo atrair um tarado!".
A campanha "Eu Não Mereço Ser Estuprada" foi criada para servir como alerta e denunciar esse absurdo contra-senso. 
Estabelecer critérios distorcidos de vitimização para defender criminosos e atribuir culpa às vítimas é atitude que em mim produz grande inquietação.
Pois é. O ato terrorista contra o Jornal Charlie Hebdo em Paris, que causou indignação em praticamente todos os segmentos da sociedade no mundo inteiro, também teve seus defensores que não pertenciam a grupos extremistas. 
Sua argumentação criava um nexo de causalidade entre a postura irreverente e sarcástica das vítimas em seu trabalho e a maneira como foram mortas.
Os mais respeitáveis líderes do Islamismo vieram a publico para condenar essa ação covarde, contrária aos ideais de paz que sua religião ensina. Centenas de muçulmanos se fotografaram e incluíram a frase "not in my name" ("não em meu nome"), testemunhando em redes sociais que atitudes violentas não os representam.
Contudo, de forma curiosa, li em redes sociais manifestações que analisam o trágico acontecimento como:
"- Quem mandou mexer na religião dos outros? Bem feito para eles." 
"- A arte tem limites. Deveriam pensar duas vezes antes de criar charges desrespeitando crenças e valores alheios.”
De fato, os chargistas do Charlie Hebdo têm como alvo de suas sátiras os mais sagrados ícones. Desfilam em suas capas Jesus, Maomé, Deus, bem como personalidades políticas, em desenhos que debocham do bom senso, do politicamente correto, e que detonam valores basilares da sociedade, sustentáculos daquilo que muitos chamam de "moral e bons costumes".
Como artista nunca faria o que eles fazem e fizeram. Minha forma de provocar é outra. Mas os admiro por terem o papel de instigadores e questionadores daquilo que hoje se tem como “o certo”.
Logicamente haverá um preço a pagar quando alguém decide ir contra a maré moral.
A humanidade em todas as suas eras contou com os bobos da corte e os artistas malditos, os palhaços e os intelectuais da contramão, os loucos que representavam a voz da esculhambação e os insensatos em cujas bocas brotava a sombra humana. Eles diziam, desenhavam ou escreviam o que muitos pensavam e nunca se arvorariam a expressar.
Testavam assim os limites da tolerância da sociedade em relação ao que a mesma tinha estabelecido como pontos intocáveis. 
Esses imorais audaciosos sofreram muito por isso.
Tenho minha fé, abraço crenças e valores, e em minhas palestras, sejam elas profissionais ou espirituais, fica bastante evidente aquilo em que acredito. Isso para mim é uma defesa natural do que considero importante.
Entretanto, não preciso matar e nem mesmo calar alguém que pensa diferente ou zomba dos meus credos, sobretudo quem o faz a partir de expressões artísticas.
Se uma pessoa se identifica e se confunde com suas crenças, e crê que alguém que as ataca está pessoalmente lhe atacando, vive uma distorção de entendimento que pode gerar terríveis consequências à ética e, obviamente, à convivência.
Quem pode dizer onde estão os limites para a arte? Quem pode estabelecer o que um artista deve ou não deve fazer? Quem pode definir uma "moral" para o traço de um desenhista ou a pena de um poeta? 
E mais: quem pode dar a si mesmo o poder de dizer que o autor de algum tipo de expressão artística merece condenação à morte por causa do seu trabalho? 
Mas houve quem, historicamente, tenha se colocado nesse papel. 
Conheça as exposições de "Arte Degenerada" organizadas por Hitler na Alemanha a partir do início dos anos de 1930 e entenderá.
Seu partido disse o que se podia e o que não se podia criar em arte, o que valia e o que não valia. 
Nessas mostras "educativas" havia obras de Picasso, Kandinsky e Chagall, dentre outros, que aos olhos nazistas não mereciam ser chamadas de arte. Alguns pintores, como Felix Nussbaum, mereceram morrer por serem judeus e fazerem “arte degenerada”
A Inquisição também levou aos tribunais e calabouços, ou à fogueira, quem se expressasse de forma diferente daquela que a Igreja afiançava como piedosa e respeitosa com seus sagrados cânones. 
O pintor Domenikos Theotokopoulos, conhecido como El Greco, precisou defender suas pinceladas não muito ortodoxas ao representar as asas dos anjos ou o rosto dos santos em seus quadros. Diante de ferozes inquisidores espanhóis na Toledo no século XVI ele por pouco escapou de ser morto por heresia tamanha era a sua liberdade no jeito de pintar.
No século XVII na Bahia temos o escritor barroco Gregório de Mattos, não à toa conhecido como o “Boca do Inferno”, sofrendo com sanções e intrigas. Seus poemas satíricos e eróticos causaram escândalo e desafiaram a moral religiosa dominante. Por causa deles foi perseguido e chegou a ser exilado em Angola.
No mesmo século, em Amsterdã, o filósofo Baruch Spinoza ofendeu muitos religiosos poderosos por publicar seus livros com ideias que agrediam o pensamento vigente.
Suas reflexões materialistas, com um Deus imanente e não transcendente, foram vistas como heréticas e por isso foi alvo de uma "excomunhão" judaica, recebendo dos seus rabinos todas as maldições bíblicas e a pior das punições que era a de não poder ter contato com qualquer membro da comunidade. Isso representava ruína material e moral, encerrando-o em profunda solidão pois ninguém poderia aproximar-se dele a menos de dez passos, vender-lhe algo ou comprar algo dele, ou estabelecer com ele qualquer comunicação, vínculo afetivo ou profissional. 
Sua forma de pensar também agredia o Catolicismo e o Protestantismo. Enfim, se viu perseguido por praticamente todas as correntes de fé de onde vivia, inclusive sofrendo um atentado no qual foi agredido a facadas.
Finalmente, sem pesar, declarou: “Diante do degredo a que fui imposto e de não ter que me reportar a qualquer autoridade religiosa para expressar minhas ideias, finalmente posso me declarar um pensador livre." 
Diante de exemplos como esses eu me pergunto: é possível blindar o mundo contra ofensas? 
Se alguém se utiliza da arte e da cultura para ridicularizar minha fé eu preciso me sentir particularmente agredido? 
E, já que estamos falando de Deus e de ícones sagrados, o divino estaria se ofendendo com aquilo que dizem dele, ou desenham com ele? Deus e personalidades que considero sagradas precisam que eu os defenda atacando quem os ataca? A propósito, eles seriam "atacáveis"?
E como sou um viciado em me colocar nos lados diferentes de uma mesma questão, reflito enquanto escrevo. 
Diante de tudo isso me pergunto o quanto eu próprio me levo a sério. Será que também levo a sério demasiadamente aquilo em que acredito? 
Em algum contexto também mataria, mesmo metaforicamente, aquele que não acreditasse no mesmo que eu e que ridicularizasse o meu sagrado?
E você? O que faria?

(Receba materiais gratuitos do autor cadastrando-se emwww.pnlcursos.com.br)

Kau Mascarenhas é palestrante, escritor e ilustrador, tem formações em PNL - Programação Neurolinguística e Coaching. É sócio-diretor do PRO-SER Instituto.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

LIBERDADE: QUE VIDA PODE SER CHAMADA DE VIDA SEM ELA?

Este cartum é uma homenagem do meu traço àqueles admiráveis colegas, corajosos e inquietos, que não mais tracejarão. 


(Chorei ontem e hoje vendo as matérias sobre o atentado ao Jornal Charlie Hebdo em Paris. Sinto-me particularmente atingido quando alguém pretende acabar com a liberdade na expressão artística)
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sábado, 3 de janeiro de 2015

VIDEO GRATUITO: "OS DEZ MANDAMENTOS DA AUTOESTIMA PARA UM ANO NOVO FELIZ"





Olá, amigos. Se essa mensagem chegou até você não foi por acaso.
Veja o que ela e o video aqui ofertados podem lhe proporcionar.
Sabe, eu estava pensando sobre como não apenas desejar um Feliz 2015 a você e sim contribuir para que ele realmente aconteça.
Com a intenção de ofertar algo bom de verdade, uma mini-aula para você dedicar apenas uns 15 minutos do seu tempo, fazer reflexões importantes e ter motivação para mudanças efetivas.

Então gravei esse vídeo: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz".
Como você sabe eu tenho me dedicado a estudar o Desenvolvimento
Humano, sobretudo as emoções e os comportamentos.
E uma das emoções que mais estudo e sobre a qual falo sempre é o Amor. Ele é básico para a felicidade.

Mas um amor ainda mais importante que o amor pelo outro é o amor por si mesmo, a autoestima.
E o que isso tem a ver com sucesso e felicidade na vida? Como afeta e cria um novo ciclo, um Ano Novo feliz?
Sim! Quem tem mais autoestima terá mais chances de ter um Ano Novo feliz, próspero, cheio de saúde, paz, amor e amigos.
Foi por isso que gravei esse video especialmente para você que busca mudança e crescimento.
Não se contente em conhecer esse material. Se achar que ele é interessante, encaminhe-o para sua lista pois eu estou certo de que muita gente pode se beneficiar com ideias como essa.

Quanta gente tem se dedicado apenas aos sonhos alheios?
Quanta gente vem se anulando por causa da satisfações dos outros?
Quanta gente está se largando, se abandonando e deixando de investir em seus próprios propósitos?

Datas simbólicas como a virada de ano são ótimas para o estímulo à mudança.
Por isso aproveite as ideias desse video e aja!

Clique aqui: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz"http://pnlcursos.com.br/cadastro-para-assistir-ao-video-10-mandamentos/

Ficarei muito feliz em receber seu feedback dizendo o que achou, qual dos “mandamentos” mais serviu a você, qual das “carapuças” mais se encaixou, e quais as ações imediatas que você se planejou a fazer a partir das ideias do video.
No meu curso digital PNL +Plus há um módulo específico para tratar só desse tema que é fundamental para uma vida mais plena de realizações.

Por isso quis sintetizar as ideias mais valiosas nesse video.
Lembre: Cerca de 15 minutos apenas, para receber uma ducha de impulsos que podem mudar a sua vida!
Não creia em mim, apenas coloque na prática essas ideias e note você mesmo os magníficos resultados.
Confio no seu imenso potencial e sei o quanto você já está pronto para aprender, crescer e mudar.
Aceite esse vídeo como um presente da Vida, mais um empurrãozinho para fazer esse próximo ano ser grandioso para você.

Pois quem se ama tem muito mais chances de construir uma vida feliz.
Abraço imenso com meu kaurinho de sempre!

Kau Mascarenhas

Clique aqui: "Os Dez Mandamentos da Autoestima para um Ano Novo Feliz"http://pnlcursos.com.br/cadastro-para-assistir-ao-video-10-mandamentos/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

POR UM MOMENTO...








ASAS NO CORAÇÃO
(Texto de Kau Mascarenhas)

Eu sei que os pombos são "ratos com asas", são vistos como praga, espalham doenças etc. mas em Veneza brinquei com eles.
Com saquinhos de milho eu os atraí e me diverti. Há sete anos...
Hoje, numa faxina digital, vasculhei arquivos antigos com a intenção de liberar espaço num pen drive e me deparei com esse momento. As fotos nos esnobam porque conseguem congelar os instantes que nossa neurofisiologia esqueceu.
Como teria sido minha vida sem aquele prazer?
E como seria a Praça de São Marcos sem eles? Sem essa poesia volitando em seu céu, ou brincando em seu chão? 
Ali eu era um menino e ele venceu o adulto que me dizia: "são sujos".
A criança na alma desafiava: "e daí?"
Perdeu o limpo, o certo, o adequado.
Venceu o bobo, o feliz, o encantado.
Eu me permiti o mergulho.
Estava sem barba e, igualmente, com menos juízo. Excelente!
Ver-me com essas asas todas nos braços serve para lembrar-me do quanto gosto de voar, apesar dos riscos.
Apaixonar-me, por exemplo, é voar. E é bom.
Pois ficar somente no chão, que é lugar seguro, em algum instante entedia e empobrece.
E assim entendo os das alturas, os que se lançam e os que escalam. Paraquedistas e alpinistas. 
Entendo também os mergulhadores, os saltadores - corajosos e insanos que se jogam.
São todos "sijogosos" e têm muito o que ensinar.
Esse Kau aí das fotos, separado do Kau de agora por sete anos, me diz muita coisa.
Que consiga ouvi-lo.
Pois um dia nos adultificamos e os pombos saem dos braços.
Que nunca saiam do coração.

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Fotos: Sergio Romanelli / Veneza.

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Como anda o seu nível de sijogosidade? Você tem se jogado? Tem se lançado?
Conheça mais sobre o trabalho de Kau Mascarenhas em:
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

APRENDIZADO




Rua é Escola: Para quem tem Ouvidos de Ouvir e Sentidos de Sentir

(Texto poético de Kau Mascarenhas)



De onde brotava aquela voz admirável?
No burburinho da avenida um homem cantava e me aquecia o coração.
Era um pássaro sem asas. Um homem sem braços e com imensa sensibilidade.
Num buscador de sentido como eu, comoção inevitável. 
Ele não podia segurar o microfone mas sua arte me tocava, me agarrava.
Questões, reflexão. Seria carinho na alma ou empurrão?
Meus olhos diziam que aquilo era de verdade.
Uma coisa dentro de mim então gritava:
"Se ele não tem braços e canta, o que você pode fazer e não está fazendo?"
Sem resposta em mim. Apenas aquela voz que me chegava, e me cegava. 
Não ouvia mais nada. Nem via mais nada. Nem céu nem chão. 
Nada além daquela arte ali na rua impensável, competindo com os ecos da cidade.
Parei. Nada mais me merecia além daquele show estupendo.
E vinha rock, e depois balada, e a seguir um pop adorável.
Eu poderia dançar, fazer baile naquele chão.
Mas ele não. Aquela voz que não tinha braços, também não tinha pernas. Verdade!
O dinheiro que plantei em seu chapéu, qualquer que fosse, não pagaria
a inspiração que me germinou na alma. Inesgotável.
Sem braços, sem pernas, e tão forte. Só vendo.
Tão mestre sem querer, dando aula de vida no calçadão. 
Pensei em braços e pernas da mente. Em poder. Amplidão. Imensidade.
E ali não foi só um cantar banal numa rua qualquer. Ou qualquer tarde.
Foi mudança. 
Uma ave ferida me deu novas forças, e me senti renascendo.

(Dedicado a você e a sua esposa, Marcos Rossi. Sua arte e sua atitude dando um show de humanidade ali, em plena Av. Paulista, em mim fizeram diferença)

*****

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Conheça mais sobre o cantor, skatista e surfista Marcos Rossi:
https://m.youtube.com/watch?v=LIzbNEyJB-E

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O QUE DÓI MAIS?





Dor de Sentir e de Calar Emoções 
(Texto e desenho de Kau Mascarenhas)

Não expressar o que sinto seria uma escolha infeliz. Há quem compare o silêncio dos sentimentos com um nó na garganta. Na minha ele é uma corda inteira que aperta o pescoço por fora e entala por dentro.
Tente imaginar-se engolindo um pedaço de corda com todos os seus fiapinhos ferinos enquanto outra parte dela lhe engravata e sufoca.
Exagero? Não, não. Metáfora eloquente.
Sobretudo quando se trata de raiva, tristeza e medo, três emoções básicas do pacote "ser gente”.
Se como humanos vivemos em linguagem e somos mergulhados cem por cento em afetos, sentir essas coisas já é dor e não expressar seria voluntariamente sofrer.
Ou seja torturar-me, animalizar-me ou até deixar de viver.

Torturo-me quando não digo da raiva que sinto. Isso não significa gritar com o outro para desentalar. Posso falar com outro alguém sobre minhas emoções, seja em sessão terapêutica ou na mesa de um bar. Amigos são normalmente ótimos ouvintes. Creio que é o mínimo que espero de um. E quando não dá pra alugar ouvidos camaradas, nem sempre disponíveis, vamos ao divã. A voz do outro tecendo sua própria mirada sobre o que acontece comigo, me empresta novas percepções. E assim, talvez a raiva saia e seja vista, e com ela fora de mim, posso manter mais facilmente alguma sanidade.
Elza Soares diz que "canta para não enlouquecer".
Eu falo, escrevo e desenho para me observar enquanto deixo a mudança acontecer.

Eu me animalizaria se não falasse da minha tristeza. Os bichos nascem prisioneiros dos instintos. Não podem mudar, nem escolhem fazer diferente. Infelizes? Não. Difícil seria encontrar um hipopótamo arrependido no final de sua vida por alguma decisão tomada. Já o humano... ah, o humano! Esse sofre pelo que fez e pelo que não fez, ou alegra-se por isso, se arrepende pelo que disse e pelo que não disse, ou se parabeniza justo por causa disso. Uma barata não se arrepende de falar sua tristeza após te-la sentido. Já que tem sangue de barata, isso ajuda. Mas nós não temos. Falar da tristeza é risco, mas eu a comunico, em meus riscos e poemas.
Cecilia Meireles, sábia, diz "não sou alegre nem sou triste, sou poeta". Curioso... comigo funciona de outro jeito. Compor, escrever poemas, desenhar, falar faz-me ser um oceano quando alegre. E um Saara quando triste. Sou alegre e triste, e sou repleto de tudo quanto é afeto.
Choro e expresso para não me sentir inseto.

Eu morreria se não mostrasse meus medos. Já disseram que coragem está longe de ser ausência de medo. Trata-se de enfrenta-lo, encara-lo.
O medo do julgamento muitas vezes nos faz desistir da virtude, do amor e da paz. Não vendo o medo do novo desistiria de jogar-me na estrada pensando que escolhi ficar. Esquecendo meu medo de ser julgado não escreveria achando que me faltou inspiração. Desconsiderando o medo de amar ficaria sozinho pensando que apenas busco recolhimento. Não notando minhas sombras por medo de sua feiura navegaria por águas rasas de mim mesmo. Mas não observando o medo da minha própria luz, contemplaria somente minha escuridão, o que seria disfarce de humilde autoconhecimento.
E sem me jogar ao novo, sem expressar e sem amar, sem sombra e sem luz, não seria quem sou. Sem mostrar o medo, a raiva ou a tristeza não seria sequer gente. O medo de sentir, e de dizer-me sentindo, me entala e sufoca, e enfim pode me matar.
Lennon era gênio e dizia ter "medo desse negócio de ser normal”, quando o mais normal para quem quer ser normal é ter medo de ser diferente. Cansa e dói enquadrar e enquadrar-se, adequar e adequar-se, fingir não sentir ou calar o que se sente.
É viver mentindo.
Portanto sigo dizendo o que sinto para simplesmente continuar existindo.

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E para você, qual a dor maior? A de expressar ou a de calar?
Que parte mais lhe tocou nesse texto? Abraços com kaurinho!

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Quer conhecer as video-aulas de Kau?
clique aqui agora e deixe seu email: www.pnlcursos.com.br
(Kau Mascarenhas é palestrante empresarial, tem formações completas em PNL - programação neurolinguística, Coaching Ontológico. É ilustrador e escritor. Diretor do Pro-Ser Instituto.)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SENTIMENTOS QUE CHEGAM DE GALERA



Começa a sua semana e aqui segue um presente: texto poético e desenho saídos do forno. Abraços com kaurinho!

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Com quem chega o Amor?
(texto poético e ilustração de Kau Mascarenhas)

Amor nao é emoção sozinha. Você já se deu conta disso?
Sempre vem acompanhado de amigos, outros sentimentos, outras sensações.
Talvez sem afetos agregados o Amor nem seja.
Ele chega de turma mesmo, para me pegar indefeso, encostar-me na parede e fazer seu bullying. Não tem jeito, é assim que acontece.
Tonto quem se acha preparado quando essa turma aparece.

Ensolarado com a Esperança, o Amor vem vibrante, carregado de futuros possíveis, tão felizes quanto incertos, já que não é ele o senhor do destino.
Faz-me menino.
E sonho com castelos nas nuvens, encorajo-me a enfrentar dragões. E torno-me herói das histórias que ainda não são. E torno-me vítima só para ser salvo igualmente.
Porque me dando corda para sonhar acordado o Amor me faz frágil e até inocente.

De braços dados com a Angústia ele traz também a Dúvida. Quem tem certezas quando ama? Angustiado, não sei se vou por aqui ou por ali. Qual o melhor caminho? O do roteiro traçado ou justo o que desprezei? Fico ou vou? Em qual paisagem eu seria mais feliz?
O Amor é hábil em gritar questões e silenciar respostas.
E me fazendo abrir mão de verdades deixa-me sem o chão das convicções. Ele me diz “se vire, decida", e me dá as costas.

E quando é par da Paixão? Aí ele chega mais tenaz. Faz-me olhar para o vazio e ver um rosto, ouvir o sussurro amado no silêncio, sentir aquele aroma numa brisa sem perfume, e na minha pele de hoje um beijo que só havia no ontem. Com essa amiga o Amor me tira do chão e me faz vulnerável. Tal qual uma droga me subverte a percepção dando-me as forças que não tenho, para ser quem não sou e fazer o que não posso.
E assim, apaixonado, me ponho a transformar tudo o que é meu em nosso.

E quando a Saudade com o Amor se alia, esse Amor que já não é, enevoa-se com a Tristeza e mistura-se com outros amigos tantos. Vem com o Arrependimento das bobas entregas mas com a Gratidão de cada delícia nelas vivida. Maturidade também chega. Impossível não aprender com as memórias do Amor que bateu asas. Ele veio, se foi, porém legou ausência cheia de sabores. O Amor-Saudade é também companheiro do Medo e da Dor de lá atrás ter sido adorado, e amanhã ser qualquer um.
Ah... e vem esse suspiro que é só saudoso, não é de queixa, mágoa corriqueira tão comum.
Pois é melhor ter muito amado, e ter sido amado, que não ter tido amor algum.

***

Qual o companheiro do seu amor? Que parte mais lhe tocou nesse texto? Abraços!
Conheça artigos, poemas, video-aulas e materiais gratuitos de Kau Mascarenhas clicando em www.pnlcursos.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A RAZÃO DO MEU SORRISO?




Você é uma pessoa "Apesar de" ou "Por Causa de"?


(texto de Kau Mascarenhas)


Começo a semana sabendo que a Dilma terá mais quatro anos no poder e que o meu time está descendo a ladeira da Segundona. E você deve estar questionando o porquê do meu sorriso. Poderia listar mil motivos mas pode ser que, simplesmente, o fato de escolher ser uma pessoa "Apesar de" seja o bastante para explicar. Pessoas "Apesar de" costumam pensar que as situações por si mesmas não podem ser justificativas para o binômio Felicidade/Infelicidade. Ser mais senhor dos meus estados me dá a possibilidade de escolher como reagir diante das situações e não de ser condicionado por elas o tempo inteiro. Apesar de não viver exatamente como gostaria, apesar de não ter todos os meus desejos concretizados, apesar de não ter tudo o que gostaria e de não estar ao lado de todas as pessoas que são importantes para mim, eu continuo vivendo, aprendendo e mudando. Procuro tirar de cada instante o seu sabor, e igualmente o seu impulso de crescimento. E por isso, hoje, sorrio.
As pessoas "Por Causa de" costumam viver dizendo que estão descontentes e desenergizadas por causa do marido, da esposa, da sogra, dos pais, do governo, do chefe, do trabalho... enfim, sempre colocam externamente os motivos pela forma como se sentem e como vivem. 
Ah, claro, também já tive os meus momentos "Por Causa de". Quem não os teve? 
E, é obvio, quando assim estive segui a filosofia do famoso personagem Homer Simpson que nos afirma "a culpa é minha - eu a ponho em quem eu quiser."
Se eu observar os problemas como coisas de fora nunca me sentirei capaz de resolve-los. 
Prefiro, portanto, lembrar que filósofos de épocas muito diferentes da história do pensamento, de Sêneca, na Roma antiga, a Sartre, existencialista francês contemporâneo, costumavam ensinar que "o mais importante não é o que o mundo faz conosco mas o que fazemos com o que o mundo faz conosco". 
A PNL - Programação Neurolinguística, minha principal ferramenta de trabalho corrobora dizendo que "o mais importante não é o fato e sim o que fazemos com o fato".
Quem sabe já chegou o momento de você também pensar diferente e fazer com que seu sorriso seja mais relacionado com suas deliberações, com sua forma de entender a vida, do que com as coisas do mundo. Assim, na próxima manhã você terá mais chances de acordar e sorrir também. Nenhuma garantia, apenas uma probabilidade maior. 
Se assim quiser, obviamente. 
Abraços com kaurinho e meu desejo de excelente semana apesar de... 

(Kau Mascarenhas)
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