sábado, 3 de setembro de 2011

54- RESSIGNIFICANDO A TRISTEZA
















ilustração: "Lágrimas Roxas", de Kau Mascarenhas


Amigos, é interessante perceber como julgamos nossas emoções.
Tornou-se comum dizermos por exemplo que raiva e tristeza são emoções "ruins".
A partir da abordagem da PNL, corroborada com algumas outras estradas de desenvolvimento humano e neurocientíficas, consideramos a tristeza como uma emoção básica humana.
Nem boa nem ruim, como qualquer uma das outras.
Em minhas aulas sobre Inteligência Emocional lembro que há uma T.R.A.M.A. das emoções básicas / trata-se de um acróstico em que cada uma das letras corresponde à inicial de uma das emoções que fazem parte do nosso "programa de fábrica".
Portanto: Tristeza, Raiva, Alegria, Medo, Amor.
Antes de lançar-lhes um juízo de valor podemos notar que bom ou ruim é aquilo que fazemos com elas, e não elas em si mesmas.
Ou seja, se nos sentimos tristes e ficamos deprimidos durante meses, estaremos fazendo algo negativo com nossa tristeza, arrastando-a por mais tempo que o necessário.
Ela está em nossa natureza como emoção básica, legítima, que pretende nos avisar sobre alguma coisa que não está bem e que pode nos trazer reflexão, aprendizado. As emoções são uma importante conquista da nossa evolução.
Uma vez bem observada, sem julgamentos, a tristeza poderá impulsionar autopercepção, mudança, crescimento. Cumprida essa missão, ela poderá ir embora.
Pelo contrário, quando dizemos que uma emoção é má, isso pode fazer com que diminuamos nossa capacidade de percebê-la. Assim ela poderá se esconder e crescer em nosso mundo inconsciente.
Quantos deixam de mudar aspectos importantes da vida por não observar adequadamente as emoções que estão em seu universo interior?
Percebendo, portanto, alguma tristeza, que tal perguntar a si mesmo:
- Qual o sentido dessa emoção em mim?
- O que ela vem fazer?
- Para que ela me chegou?
- Que aspectos ela me apresenta a respeito de mim mesmo?
- O que posso retirar dessa experiência?
Assim sendo, em pouco tempo ela poderá ir embora.
Só lembrando, o poeta Vinícius nos diz que: "para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba não..."
E completa:
"Porque o samba é a tristeza que balança e a tristeza tem sempre uma esperança,
a tristeza tem sempre uma esperança, de um dia não ser mais triste não..."

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Fazendo algo quando a tristeza chegar:

1- Tem gente que se recolhe;
2- Tem gente que desenha, pinta;
3- Tem gente que compõe poesias;
4- Tem gente que compõe canções;
5- Tem gente que procura terapia;
(...)

E você? O que pensa sobre essa ressignificação da tristeza e das emoções?

Um comentário:

Cristiana Veronez disse...

Oi Kau, tudo bem? Procurando umas imagens no google para colocar em meu blog, encontrei essa ilustração do seu post. Usei e coloquei os créditos, tudo bem? Veja: http://trecospoeticos.blogspot.com.br/

Bjs
Cris Veronez